Em uma entrevista recente concedida à GQ Magazine, James Gunn disse que quando assumiu a produção de “Superman”, deixou uma coisa clara: se não encontrasse o ator perfeito para interpretar o Homem de Aço, o filme não aconteceria:
“Eu disse desde o início: se eu não encontrar o Superman, não farei este filme. Porque eu sabia que isso dependia do cara que o interpretaria.”
Essa busca se tornou a saga decisiva do verão de 2023. Centenas de atores fizeram testes. David Corenswet (Pearl, Hollywood), Nicholas Hoult (Mad Max: Estrada da Fúria) e Tom Brittney (Grantchester) emergiram como os principais candidatos. Testes de tela se seguiram com figurinos completos, leituras de química com possíveis Lois Lanes e cenas de debate roteirizadas entre repórteres do Planeta Diário. Mas para Gunn, tudo sempre se resumia a um nome… Corenswet. Ele disse:
“Desde o início, ele era o cara a ser batido, francamente.”
Para Gunn, não se tratava apenas de encontrar alguém com a aparência adequada. O Superman precisava parecer real como Clark Kent, o jornalista criado em uma fazenda; como Superman, o ícone público; e como um ser vulnerável, capaz de calor humano e humor. Gunn explicou:
“Eu não poderia escolher alguém que não funcionasse. Eu não poderia escolher alguém que tivesse a aparência, mas não tivesse as habilidades. Eu não poderia escolher alguém que tivesse as habilidades, mas não tivesse a aparência.”
“Eu não poderia escolher alguém que tivesse a aparência e as habilidades, mas não conseguisse fazer os papéis cômicos ou os aspectos mais vulneráveis.”
Corenswet, um ator formado na Juilliard School, parecia ter nascido para isso aos olhos de Gunn. Sua atuação trouxe um toque “old-school” que imediatamente ressoou com o cineasta.
Corenswet disse: “James me disse que a única coisa que o surpreendeu, que significou algo para ele inicialmente, foi o humor que eu trouxe para aquela primeira cena.”
“Imediatamente interpretei isso nos termos dos filmes com os quais cresci, que são “Cantando na Chuva” e “Sexta-Feira de Amor”, e os filmes de Fred Astaire e Ginger Rogers. Apenas o timing, o padrão e o estilo de humor — e acabou que era isso que ele estava imaginando.”
Até Nicholas Hoult, que acabou sendo escalado para interpretar Lex Luthor, viu e disse:
“Quando conheci David no teste de tela, ele tinha encontrado um pedaço de sol no estúdio e estava relaxando entre as leituras, quase se energizando como o Superman se energiza com o poder do sol, e havia algo especial em conhecê-lo naquele momento… Quer dizer, ele obviamente se parece exatamente com o que você imagina que Clark Kent e Superman se parecem.”
Hoult acrescentou: “Ele tem essa personalidade da velha Hollywood que o faz parecer ainda mais relevante e atual para esta versão de Superman e Clark. É o seu carisma, suas idiossincrasias. Ele é o que idolatra, aquela era da tela prateada de atuação e musicais.”
E era exatamente isso que Gunn buscava, um Superman enraizado em ideais atemporais, navegando em um mundo cínico. Um Superman que refletisse “verdade, justiça e o jeito humano” em uma sociedade onde a gentileza é frequentemente descartada como ultrapassada.
FONTE: Geek Tyrant
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